domingo, 19 de abril de 2020

É morrendo que se vive para a vida eterna...

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz
Onde houver ódio, que eu leve o amor
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão
Onde houver discórdia, que eu leve a união
Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade
Onde houver desespero, que eu leve a esperança
Onde houver tristeza, que eu leve alegria
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Oh Mestre, fazei que eu procure mais consolar que ser consolado,
Compreender que ser compreendido, amar que ser amado.
Pois é dando que se recebe é perdoando que se é perdoado,

E é morrendo que se vive para a vida eterna...

Amém!
Que assim seja!
May it be so!
אָמֵן (El Melech Neeman) (EMN) 
(’Āmīn)
آمين

sábado, 4 de abril de 2020

Covid-19. 5 meses após o surgimento

Escassez do tempo.

A pandemia nos confrontou, de forma inegável, com a nossa própria vulnerabilidade. Se antes a certeza da morte era uma ideia abstrata, os últimos meses transformaram-na numa realidade tangível, um 'memento mori' comunitário que ressoa em cada notícia, em cada ausência. Compreendemos, com uma clareza dolorosa, que o nosso tempo neste planeta é finito e precioso.

Este não é um convite ao desespero, mas sim uma chamada à ação no presente. Não podemos mais adiar a resolução dos nossos conflitos, sejam eles internos ou externos, para um 'amanhã' incerto. Este período, embora desafiador, oferece uma oportunidade única para uma profunda reflexão e reavaliação de nossas existências. Somos convidados a utilizar o nosso crivo crítico, o discernimento interior entre o que é certo e o que é errado, para fazer escolhas mais conscientes e alinhadas com o que realmente importa.

Para aqueles que já partiram, nossa homenagem e reverência. Que suas histórias, suas lutas e suas vidas não sejam em vão. Que nos sirvam de lição e exemplo, lembrando-nos da importância de viver cada dia com propósito, de amar intensamente e de valorizar cada conexão humana. O legado deles é um lembrete constante da fragilidade e, ao mesmo tempo, da beleza da nossa existência.