Escassez do tempo.
A pandemia nos confrontou, de forma inegável, com a nossa própria vulnerabilidade. Se antes a certeza da morte era uma ideia abstrata, os últimos meses transformaram-na numa realidade tangível, um 'memento mori' comunitário que ressoa em cada notícia, em cada ausência. Compreendemos, com uma clareza dolorosa, que o nosso tempo neste planeta é finito e precioso.
Este não é um convite ao desespero, mas sim uma chamada à ação no presente. Não podemos mais adiar a resolução dos nossos conflitos, sejam eles internos ou externos, para um 'amanhã' incerto. Este período, embora desafiador, oferece uma oportunidade única para uma profunda reflexão e reavaliação de nossas existências. Somos convidados a utilizar o nosso crivo crítico, o discernimento interior entre o que é certo e o que é errado, para fazer escolhas mais conscientes e alinhadas com o que realmente importa.
Para aqueles que já partiram, nossa homenagem e reverência. Que suas histórias, suas lutas e suas vidas não sejam em vão. Que nos sirvam de lição e exemplo, lembrando-nos da importância de viver cada dia com propósito, de amar intensamente e de valorizar cada conexão humana. O legado deles é um lembrete constante da fragilidade e, ao mesmo tempo, da beleza da nossa existência.
